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21.3.13

O pastel de choclo chileno



Dei uma entrevistinha rápida e leve sobre gastronomia e otras cositas para o site curitibano Reve de Mode (obrigada, Jaqueline!) outro dia. Falei sobre o pastel de choclo, comida típica chilena que provei em Santiago e que se tornou minha mais nova preferência gastronômica - até que outra venha no lugar, claro. O pastel de choclo não é um pastel, e sim uma espécie de mingau a base de milho e carnes em pedaços (vaca, frango e porco). Trata-se de uma receita exemplar da mistura de influências dos índios e espanhóis na culinária do país. Os primeiros usavam largamente o maiz (milho) na sua alimentação, enquanto os colonizadores trouxeram o hábito do consumo de carnes variadas - no Chile, o refogado de carne com cebola, aji (pimentas) e cominho se chama 'pino'. O resultado da cominação destes ingredientes e saberes é o pastel de choclo, este mingau perfumado, adocicado e levemente picante, recheado de carnes macias. Escrevo com água na boca.

12.4.12

Costelão do Cadeg






Este Anastácia já tinha falado sobre o Cadeg em outro post, antiiiigo, mas era específico sobre a Festa Portuguesa - assim mesmo, com letras maiúsculas - e suas delicinhas gastronômicas. Posso dizer que sou uma frequentadora do Cadeg, no bairro de Benfica, mas nunca tinha ido ao Costelão - o estabelecimento é novo, foi aberto há pouco mais de um ano. Mas como o assunto tem se espalhado, e ouvi algumas pessoas falando bem da tal costela, resolvemos provar dia desses. Saborosa, tem bom tempero. Farta. No entanto, a farofa não é digna de nota, e muito menos o serviço - desorganizado e lento. O chope é Devassa e nos foi servido quente todas as vezes. Mudamos para a cerveja e, de novo, quente. A julgar por estas observações, não vale a visita. Uma vez no Cadeg, vá ao vizinho do Costelão, o restaurante Barsa. Mais isto é outra história. 

2.3.12

Galeto Liceu



Desci na estação Carioca do metrô e dei de cara com o Galeto Liceu, cuja placa em frente, gigantesca e fora de proporção, além de "matar" a fachada do belíssimo edifcio art decó no qual está instalado o Liceu Literário Português, ainda me mata qualquer vontade de entrar no lugar. Chega a ser irritante passear pelo Centro do Rio de Janeiro e perceber que a poluição visual do comércio acaba com o charme de qualquer arquitetura. Enfim, deixemos para lá. O importante é que tive curiosidade suficiente para olhar por cima da porta camarão do Galeto Liceu e descobrir um lugar interessantíssimo. Entrei sem pensar duas vezes. Inaugurado em 1943, tudo ali parece parado no tempo. Depois, em casa, li um texto de Juarez Becoza sobre o lugar. Faço minhas as palavras dele. Apenas acrescento uma observação: o galeto do Liceu é delicioso, mas ainda precisa subir alguns degraus para chegar aos pés do Sat's. Sobre o arroz e a farofa, teco o mesmo comentário. Bom, no Liceu, só provei o galeto, mas todas as carnes que passavam por mim pareciam apetitosas e macias. Ao meu lado, um cliente traçava um bife qualquer que me deixou babando. De primeira. E rápido, com atendimento impecável. Só não espere conforto: não há mesas, apenas bancos acolchoados no lindo balcão de madeira.     

Galeto Liceu
Rua Sen Dantas, 118, Centro, Rio de Janeiro
21-2220-6045

28.2.12

Seu Fuad, sua picanha macia e os boêmios de ontem e hoje






Seu Fuad, que um amigo meu, na maior cara de pau e sem qualquer intimidade com o próprio, chama de "Fufu", é o dono de um restaurante (Esquina Grill do Fuad) forecedor de um gênero de comida que, se fosse no Rio, eu batizaria de CCC (Comida Carioca de Combate). Como é em São Paulo, podemos chamá-lo de CPC (o P é de paulista ou paulistana, obviamente). E até fica bonitinho neste caso, posto que CPC também era o combatente Centro Popular de Cultura, da UNE, e Fuad, reza a lenda, já deu de comer a muitos "subversivos" nos tempos da ditadura. José Dirceu, por exemplo, seria um deles. O restaurante do Fuad fica pertinho da Escola de Sociologia e Política - e do Mackenzie -, em Santa Cecília. Hoje, ostenta nas paredes dezenas de reportagens enquadradas sobre sua história, todas elogiando a qualidade dos pratos. É um especialista em carnes grelhadas. E são gostosas, embora as batatas e polentas não me apeteçam muito, têm aquele gosto de tempero pronto, qualquer coisa entre o ajinomoto e o sazón. Mas o lugar é agradável, por isso as batatinhas ficam em segundo plano. Peça uma picanha (deliciosa, macia) que leva o nome de "Ronaldo", em homenagem ao Fenômeno; vem acompanhada de agrião (e o que isso tem a ver com o jogador eu já não sei) e manteiga de alho, além da tal mandioca. Nas mesinhas da calçada - numa esquina arborizada - o clima é de festa, leve, e a cerveja de garrafa vem estupidamente gelada. Domingo tem fila de espera, como não poderia deixar de ser em se tratando de um bom restaurante em São Paulo. Recomendo ir à noite, durante a semana, quando o ambiente está mais próximo do original dos idos de 1968: impera a juventude boêmia, e quase não há famílias com crianças. Se encontrar o Fuad, pergunte sobre os velhos tempos.

28.9.11

Dona Onça: não tem preço




A primeira coisa que alguém me disse quando contei que ia ao Dona Onça, no Copan, foi qualquer coisa como "não pago 40 contos num prato de rabada mas nem que a vaca tussa..." Pois eu paguei e me regalei. Nossa senhora, nunca antes na história desse país houve uma rabada como aquela - para usar um jargão tão batido quanto o próprio praro. E meu marido raspou o prato de carne moída com quiabo, ovo frito, arroz branco. Também não tenho palavras para descrever a cremosidade e o sabor da polenta que acompanhava minha rabada - para ser despejada no prato ao gosto do frequês.

Tudo no Dona Onça é delicioso - exceto o preço, claro. Uma caipirinha sai por cerca de R$ 18,00. Acho um exagero. Mas confesso que, ao final, pagamos satisfeitíssimos. Saímos com a impressão de que, sim, é caro, mas sim, vale a pena. A conta, com entradinha, dois pratos, duas cervejas, caipirinha, sobremesa (mousse de chocolate com calda de frutas vermelhas?) e cafezinho, custou cerca de R$ 230,00. Não é para todo dia, obviamente. E sempre haverá os que acham que rabada boa só no boteco na esquina. Vá lá que eu também adoro uma tosquice, mas a rabada do boteco da esquina vale pelo preço, ambiente e todo o resto, menos pela comida em si. Já a do Dona Onça, simplesmente, não tem preço.

Ops, já ia esquecendo. Recomendo vivamente também os mini sanduíches de linguiça caseira como entrada.

Dona Onça
Avenida Ipiranga, 200, São Paulo

11 3129-7619
Metrô República

3.3.11

Viva o Mocotó!




O Mocotó é meu mais novo restaurante preferido em São Paulo. Tudo bem que ele não é tão novo assim nem faz tão pouco tempo que estive lá, levada por Claudinha, minha amiga, minha irmã. O lugar existe desde os anos 70, mas a nova fase começou há menos de cinco anos, com o jovem chef Rodrigo Oliveira, filho de Zé Almeida, dono do estabelecimento. Para quem não é da Zona Norte, chegar lá, na Vila Medeiros, pode ser uma longa jornada, mas vale cada segundo de trânsito, eventuais voltas para encontrar o caminho e qualquer meia hora de espera na fila.

Caldo de mocotó, linguiça, escondidinho, chips de aipim, panelinha de carne com aipim e legumes... o cardápio é extremamente criativo, brasileiríssimo, nordestino para ninguém botar defeito. E tudo que provei da cozinha beirava a perfeição. Sem falar no clima descontraído do lugar - que tem preços justos, aliás -, na cerveja de garrafa, na cachacinha, nos amigos. Viva o Mocotó, já estou com saudades!

2.3.11

Magret de pato e outras coisinhas da Manu Zappa






Fiz uma aula de magret de pato com a querida chef Manu Zappa, no Prosa na Cozinha! Em tom super informal, descontraído, uma turma de oito pessoas aprende as receitas deliciosas que ela prepara de três a quatro vezes por semana. Ontem à noite foi a minha vez.

Manu é craque - e fã de batatas, como eu. Cozinha com jeitão espontâneo, ensina como quem quer aprender, sem verdades absolutas. Nem barrigão de oito meses a impede de qualquer coisa. Aprendemos a fazer magret de pato, com uma tal couve frita - ou crocante, para ficar mais chique - que, eu disse ontem mesmo, ganhou o prêmio revelação da noite, e purê de pesto. De sobremesa, um suflê de chocolate facílimo e delicioso.
Ou seja, sensacional. Valeu, Manu!

Quem quiser saber mais, clique aqui.
Eu recomendo!

1.4.10

Tudo que nos representa

Detesto o tom "professoral", e perdoe se farei uso dele. Mas é rápido, prometo. Faça um exercício e, na próxima refeição, ao escolher o que vai comer, pergunte a si mesmo: por que como isso? Surgirão explicações de várias naturezas, ideológicas, políticas, culturais, psicológicas, éticas, de saúde... Pronto. É apenas um bom começo para deixar de se fazer, mecanicamente, algo que, três ou mais vezes ao dia mantém conexões profundas com o mundo à nossa volta, que é definitivamente afetado e transformado por nossas escolhas. Pode parecer fútil, inútil, falar de alimentação, mas estou mesmo é falando de política, lato sensu - e vamos desenvolver o tema em outro post, e de cultura. Por ora, fiquemos com as questões culturais que envolvem o ato de comer.

Vamos à macaxeira cozida que comi dia desses. Tomei emprestada a frase, para o título deste post, de um grande amigo, Eduardo Marini. Ele sempre repete a bendita quando o assunto é qualquer coisa que se relacione com sua identidade cultural, e de que goste MUITO. Normalmente, atribui aos (e nos) botequins da vida e a tudo que a eles se relaciona, cerveja de garrafa, batatinha calabresa, bolinho de bacalhau. Também cabe quando a conversa (de botequim, claro) é sobre música. Paulinho da Viola, Caetano Veloso "é tudo que me representa".

Lembrei da frase porque, ao sentar para escrever este post, sobre as delícias que uma amiga nordestina preparou (aipim cozido com manteiga, paçoca de carne de sol com feijão fradinho e um mexido de jerimum com charque e cebola), lembrei que a intenção do almoço era justamente fazer com eu me lembrasse um pouco do Brasil. O convite surgiu depois de uma aula no mestrado em que debatíamos a importância da alimentação brasileira para os brasileiros imigrantes. Impossível descrever o quão fundamental é o papel da comida para amenizar as agruras de quem vive longe.

Os que estão fora de seu país não poupam esforços para "arranjar" uma comida qualquer que os aproxime de casa. Para quem não pode bancar uma refeição na rua (sim, só em Coimbra há oito restaurantes especializados em culinária brasileira), resta "contrabandear", pedir para os parentes enviarem pelo correio, exigir que os amigos tragam quando vão ao Brasil. E dá-lhe pacote de pão de queijo Yoki, café Caboclo, carne de sol, farinha de mandioca fininha, feijão preto, doce de leite (porque o daqui "não é igual"), e por aí vai.

Isso ocorre porque o ato de escolher o que se vai comer é uma peça fundamental deste grande mosaico que é nossa identidade cultural. Optar por determinados alimentos e não por outros é dizer: "isso é tudo o que me representa". Comemos macaxeira, aipim ou mandioca, carne de sol, abóbora porque somos brasileiros. E Shirley, a responsável pelas delícias das fotos acima, come e cozinha estes ingredientes sobretudo porque é nordestina (de Natal). No último livro de Massimo Montanari publicado no Brasil, "O mundo na cozinha: história, identidade, trocas" (Senac, 2009), o historiador diz logo na introdução: "Exatamente como a linguagem, a cozinha contém e expressa a cultura de quem a pratica, é depositária das tradições e das identidades de grupo. Constitui assim um extraordinário veículo de autorrepresentação e de comunicação (...)."

Portanto, que os brasileiros não se furtem das macaxeiras da vida, que é como exercer nossa brasilidade, dar ao corpo à mente o que eles precisam para saber a que mundo pertencem.

16.3.10

Uma rabada e uma epifania


Vejam, não há nada de muito especial no fato de se comer uma rabada. A princípio, pelo menos, não deveria haver nada de muito especial. Acontece que a beleza dos momentos, os tais segundos de felicidade dos quais são feitas as nossas vidas, como já disse alguém, estão justamente nas coisas mais simples, nos atos mais corriqueiros, do cotidiano, da vida ordinária que levamos, do rame-rame, enfim. A princípio, pelo menos, é lá que deveriam estar nossas promessas de alegria. E eis que aí entra a rabada. Simples. Aliás, de uma simplicidade rara - a rabada leva pedaços de carne dura, despretensiosa, lentamente cozida, e batatas. Outras vezes, mais legumes, como cenoura. No Brasil, agrião. No entanto, a despeito da sua própria simplicidade, não há o que se compare a uma bela rabada. Um dia alguém me disse "minha mulher prepara uma rabada sensacional lá em casa: sem gordura nenhuma". Aquele SEM GORDURA me soou terrivelmente, fez marcas nos meus tímpanos. Não bastasse o SEM GORDURA gritante, o sujeito acrescentou um "nenhuma". SEM GORDURA NENHUMA. Jesus. Então, nomeemos o novo prato, o tal rabo de boi light, mas nunca vamos nos referir a este atentado com o nome de RABADA. Ora, tudo tem seu lugar.

Por fim, os momentos de prazer que tive quando comi a rabada para sempre registrada na foto acima, em Madri, (e a imagem bem dá mostras do quão saborosa estava a maldita) são intraduzíveis, verdadeira epifania. As madeleines de Proust sentiriam inveja do meu rabo.

13.12.09

Caça, Idade Média e outras viagens

Mais uma vez, estamos na Idade Média. E isso não é pejorativo, por favor. Só uma constatação. Nas listas de alimentos que analiso e ando estudando por aqui no mestrado em história da alimentação topo com estes animais o tempo todo: perdizes, coelhos, lebres, faisões (estes eram caríssimos e raros no mercado, já que serviam como grandes auxiliares na caça), pombos, galinhas... Naquele tempo, carne era coisa de gente muito fina. Pobres da cidade e camponeses na Europa cristã, sobretudo a Mediterrânea, raramente comiam. Quando o faziam, eram principalmente de porco e de carneiro. Em Portugal, claro, a sardinha, o "peixe dos pobres", salgada, fresca, em conserva, era companheira de todas as horas e complementava a ração de cereais. Se para nós brasileiros a imagem de um animal assim, in natura, na feira ou mercadinho da esquina, é estranha (vejam o Borough Market aí embaixo), para os europeus é absolutamente normal. E eu já começo a achar que prefiro isso às embalagens de plástico anti-sépticas nas quais todos os pedaços de um animal têm o mesmo tamanho e cor. Desconfiiiiiiio.

7.12.09

Borough Market

Para ver se os amigos perdoam minha falta de vergonha na cara, ou pelo menos esqueçam por alguns segundos que passei quase um mês sem postar absolutamente nada - afinal, isso não é uma blogueira que se respeite, faixfavoire - decidi botar logo uma foto derruba-queixo. Sacada no Borough Market, em Londres [há quase um mês também, verdade seja dita]. É ou não é para se sentir na Idade Média? Só não vou fazer elocubrações sobre elas porque, como a minha ausência neste Anastácia tem provado, tá feia a coisa pro meu lado. O tempo "ruge"!

15.11.09

Londres, A Cidade





Com as minhas desculpas pela ausência durante este tempo, aí vão algumas imagens da incursão desta Anastácia por outras paragens, lá de cima, d'A Cidade, a capital do mundo globalizado, Londres. E como tal, não poderia deixar de ser: ela me ofereceu um festival de junkie food. É disso que gosta. Sausages, hamburgers, donuts, fish and chips. Diria que é quase impossível escapar. Mas seria uma injustiça sem tamanho dizer que Londres é só isso. De jeito nenhum. Para mim, foi uma experiência gastronômica surereendente e inesquecível. A começar pelo Bourough Market, talvez o mercado mais sensacional que já conheci. Mas isso é outro assunto...

22.6.09

Pirenópolis I






Hoje ouvi de um carioca debochado um cometário irônico, "vá passear em Pirenópolis para você se lembrar de Búzios". Quem tem um amigo como esse não precisa... enfim. Mas a pequena Pirenópolis é uma graça, embora não seja Búzios, que é mais linda ainda que a Côte D'Azur - e esse comentário não faz qualquer sentido, já que praia é praia e mato é mato. Pirenópolis é mato, cachoeira de água gelada e muita comida caipira. Alguém já disse, e eu arriscaria Darcy Ribeiro - mas se não for ele, eu não disse nada -, que o Brasil caipira é todo igual, já tem a mesma formação, e não importa se estamos no interior de São Paulo, Minas ou Goiás. Sendo assim, posso dizer que Pirenópolis é uma grande Ribeirão Preto, e seus cowboys não deixam nada a desejar aos do interior paulista, e não vamos esquecer da arquitetura colonial no melhor estilo Ouro Preto. A porção Goiás fica por conta dos goianos, que... bem, os goianos habitam a cidade.
Este restaurante aí de cima é um tal de Oxente Uai, cujo nome revela a especialidade, ou as especialidades, da casa - comidas nordestina e mineira. A galinha capiria com ora pro nobis, uma espécie de couve que os mineiros adoram, é um espetáculo. Aliás, uma salva de palmas para todas as galinhas caipiras do mundo. Salve as bichinhas! O restaurante é lotado de turistas, mas em Pirenópolis é difícil escapar deles - eu diria impossível, aliás. A música ao vivo é altíssima, dispensável. Mas nada que umas garrafas de cerveja e uma boa comida caseira não nos façam esquecer.

6.5.09

Restaurante Pequim





A saga de Anastácia pelos bons e baratos de Brasília continua. Achei mais um, o Restaurante Pequim, na 405 Norte. É coisa boa - e baratíssima! Destaque especial para a salada de picles, super picante, e para a banana caramelizada. Comi shopsuey de carne e arroz colorido, ótimos. E o melhor de tudo: entrada, pratos, cerveja, sobremesa e café para duas pessoas saíram por módicos R$ 50,00. Detalhe: é comida que não acaba mais. Coisa para barnabé nenhum botar defeito. Se na sua repartição não tiver rede, prefira jantar. Anastácia recomenda.
Restaurante Pequim
CLN 405 Bloco C s/n, Loja 15, Brasília
Telefone: 61-3347-1044