

Andei por aqui e ali em Coimbra e descobri que há qualquer coisa mágica neste lugar. Só não vê quem não quer. Mas, definitivamente, é preciso que haja sol. As maçãs precisam de luz para posarem bem nas fotografias.
Fofo, não? Não tem nome, é simples assim: "Almoços e jantares". Acho que meu amigo Chico Silva, se cá estivesse, sentaria ali, pediria uma bagaceira e passaria horas a divagar sobre a alma lusitana, os poetas, o fado, o bacalhau, e as sardinhas, e os tremoços, o Tejo, e o Mondego, a saudade... ah, sim, e o Santos, o Benfica, o Santos, o Sporting, e o Santos...



Ai, quando me disseram que a melhor pastelaria da cidade ficava ao lado da minha nova casa... ainda não sei se é de fato a melhor de Coimbra, mas deve ser forte concorrente. Antes de mais nada, cabe avisar que pastelaria, em Portugal, é o que podemos chamar de padaria (embora nem todas vendam pão). O termo pastelaria aqui é usado no seu significado técnico gastronômico: trata-se do universo dos doces - e aqui também salgados, desde que pequenos, como os rissóis e pastéis (nossos risoles, bolinhos, etc.). Portanto, uma pastelaria portuguesa não é o lugar especializado na produção e venda de pastéis naquele formato clássico que conhecemos e tanto amamos no Brasil. Outra característica bastante comum das pastelarias por aqui é o fabrico próprio. Ah, sim, e os pequenos pastéis são vendidos frios (e eu não vejo o menor problema, já me acostumei). Mas voltemos à Vênus, pelamordediós, que este parênstesis ficou grande demais, ufa.
Mais uma para a coleção “estou-feliz-aqui-porque-como-bem-e-gasto-pouco”: o refeitório central da Universidade. Aqui, além de ter comida farta e boa a preços praticamente simbólicos, o cardápio varia diariamente e há opções para todos os gostos. Pão, sopa, peixe ou carne, guarnição, salada, água e uma fruta custam 2,15 euros. Se quiser um “sumo natural”, quase sempre de laranja, vai desembolsar mais alguns centavos. Na foto, pescada com arroz integral de tomates e cenoura, maçã, sopa. Meu primeiro prato neste bandejão foram sardinhas com batatas, simplesmente deliciosas, unanimidade entre os que compartilharam a mesa comigo. Ou seja, “tá-se muito bem”!







Anastácia finalmente se sente em casa em Coimbra! Hoje, ao dobrar uma esquina, dei de cara com uma vendedora de mudas e flores, e lá estava esta plantinha linda: Anastasia Green. Ainda sem as flores - me parece que se trata de um crisântemo -, o que pode significar que o melhor ainda está por vir. Chegamos, Anastácia e eu, há pouco mais de uma semana na terra de Pedro e Inês, para o mestrado em Alimentação: Fontes, Cutura e Sociedade na Universidade de Coimbra. Vai ser "fixe" (=legal), estamos certas. Portanto, vida longa a Anastácia Lusitana!