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5.3.12

Moça bonita não paga






As fotos são de uma feira nos arredores de Paris. Antiiiiiigas... De 2005. Servem apenas para ilustrar a letra da canção que descobri na semana passada (valeu a dica, Ivan Accioly!): "Moça bonita não paga", do compositor Ratinho, morto no ano passado - e autor também de, entre outras, da famosérrima "Vai vadiar", com Monarco. Enfim, a letra do samba de 1982 da Caprichosos de Pilares fala sobre feiras e mercados, e é muito fofa.
PS.: Encontrei a letra aqui.

"Moça bonita não paga"

Vamos homenagear (Vamos homenagear)
A feira livre e o mercado popular (E o dito popular )
Quando vem o amanhecer
Um pouco antes do sol nascer
A feira livre está pronta
E nela desponta a cabrocha Lili
Fazendo o florista sorrir
E o vendedor ambulante
Dizer coisa interessante
Quando passa por ali (Lá vai Lili )


Vai seguindo seu caminho
Mas seu semblante se modifica
A flor se fere no espinho
Da inflação que se agita
O vendedor de laranja grita
Moça bonita aqui não paga
Pisa na casca de banana escorrega
Aqui não paga mas também não leva

Compra peixe Lili, compra peixe Lili)
Já é meio dia de bolsa vazia não pode sair) BIS

Tem zoeira, tem zoeira)
Hora de xepa é final de feira) BIS

20.4.09

De "bidon" pelo Sul da França*





Demorei, mas volto em grande estilo! Este blog não tem mesmo do que reclamar! Acaba de receber uma de suas mais belas contribuições, um texto delicioso do amigo Alexandre, que sabe-se lá o que anda aprontando no Sul da França a uma hora destas, mas seja lá o que for, certamente o está fazendo com uma taça de vinho na mão e um pedaço de queijo na outra. Companheiro, quero encher minha Perrier de "vin du pays" (que o meu charme "é tudo pose", você sabe), comprar embutidos e me acabar nas ostras!

De "bidon" pelo Sul da França*

Normalmente, quando viajantes brasileiros voltam de uma viagem ao sul da França, chegam cheios de histórias de mansões fantásticas à beira-mar, iates luxuosos e restaurantes estrelados. Com um misto de deslumbre, devaneio e uma pontinha de inveja, falam dos carrões importados, das lojas da moda e das jóias no pescoço das “cocottes”. Mas existe um outro “sul”, que não é o da chique Côte D’Azur, com suas “villas” e seus o milionários russos. Nem o da badaladíssima Cannes ou do exclusivo Cap Nègre, onde o presidente Sarkozy passa os fins de semana na mansão da sogra. Não, Anastácia. Há o sul dos vinhedos, das feiras coloridas e agitadas, das oliveiras e do francês simples e carregado de sotaque, que compra (muito) vinho no atacado e azeite com o vizinho produtor.

Saindo da Espanha e atravessando os Pirineus, chega-se a essa França pela Côte Vermeille. De repente, você se pega circulando, na estrada, entre os “terraços” de vinhedos plantados nos morros e o Mediterrâneo. A partir daí, pode tirar o “bidon” – como eles chamam o nosso galão – da mala para “abastecer” em qualquer “cave” de beira de estrada, normalmente de venda direta do produtor. É só chegar e encher o galão direto dos barris. Vinho bom e barato, como só o interior sabe proporcionar. É a versão francesa do alambique mineiro. Aqui, o orgulho do povo são a uva muscat, chamada de “Pérola do Roussillon”, e o “vin doux naturel”. São vinhos mais doces, bem mais fortes (16º de teor alcoólico, em média) e bebidos como aperitivos. Mas não falta a clássica merlot e o mais barateba, o “vin du pays”, eufemismo local para o clássico vinho de mesa. Na falta do galão, qualquer garrafa pet serve. Para não perder o charme, use uma de Perrier.

Você adoraria as feiras, Anastácia, onde compraria não só suas batatas, mas também os queijos, os embutidos e as azeitonas de todos os tipos: verde, preta, temperada, simples ou sob a forma de “olivadas”, que são pastinhas feitas com diversos tipos de temperos ou apenas misturando a azeitona triturada com um bom azeite extra virgem. As barracas dos “oliviers” são um festival de aromas. Nelas encontra-se também azeite no atacado, além dos temperados e perfumados. E, como estamos à beira-mar, não faltam as ostras frescas e mariscos da estação. E ali mesmo, na barraca ao lado, o viajante mais empolgado que decidir se aventurar no mundo dos vinhedos vai poder levar para casa uma muda de “merlot” ou de “muscat” e se tornar um verdadeiro “vigneron”.

A “siesta” é um direito quase sagrado e nada funciona à tarde. Então, bom mesmo, depois do almoço, é aproveitar a praia para um passeio ou, depois da primavera, quando a temperatura fica mais amiga, se esticar na areia com uma garrafa de rosé, ideal para dias ensolarados e festivos. Do bidon, é claro.

* Por Alexandre Arruda, jornalista e 'bon vivant' nas horas vagas - e nas ocupadas também.

18.1.08

Tarte tatin na Île de St. Louis

Minha amiga Marcelle Justo registrou, em Paris (que chato), esta tarte tatin com cafezinho. Se alguém tiver uma receita desta maravilha, aceito de bom grado a colaboração. Marcelle diz que traçou a belezura numa casa de crepes na Île de St. Louis: "É meu doce predileto por aquelas bandas". Quem pode, pode.

3.8.07

Docinhos para babar



Ai, me deu uma vontade de comer um doce! De preferência um destes, de alguma vitrine de Paris, claro! Babe aí que eu babo daqui... Hummm... delícia.

9.5.07

Hora do lanche

Tortinha de frutas vermelhas traçada em Aix-en-Provence. Pode babar. E depois sair para comprar algo apenas pa-re-ci-do. Hahaha. Tirei onda agora, hein?

8.5.07

Receita do Ratatouille Niçoise

Um amigo colaborou com o blog e observou, muito espertamente, que era preciso divulgar aqui a receita do Ratatouille Niçoise, prato que o rato-chef-de-cozinha-do-desenho-que-citei-aí-embaixo vai preparar nos cinemas. A foto saiu deste site: http://www.amb-cotedazur.com, onde você pode ver outras fotos e receitas do sensacional Sul da França. A Côte D'Azur também deu ao mundo o topless e a bouillabaisse, não é pouca coisa. Quem anda por lá pode ver bandeiras da Catalunha em algumas cidades, em Marseille, principalmente. Aliás, o ratatouille tem um quê de península ibérica, não?

Ratatouille
Ingredientes:
1 berinjela grande
1 pimentão vermelho e/ou amarelo
2 cebolas médias
2 dentes de alho esmagado
2 abobrinhas
2 a 3 tomates
tomilho
sal e pimenta

Modo de preparo
Corte os legumes grosseiramente e refogue-os em fogo alto, até que dourem, e tempere. Reúna-os numa panela e deixe cozinhar em fogo brando, com o tomilho, até que estejam macios. (Também é possível refogar cada legume separadamente e juntar o tomilho e outras ervas, se preferir, desde o começo). Caso precise, junte um pouco de água (ou um caldo) ao cozinhar. O ultimo cozimento pode ser feito no forno, a 180°C. Ajuste o tempo de cozimento e o tamanho de corte dos legumes conforme seu gosto : legumes em pedaços pequenos cozinham mais rapidamente.

11.4.07

La Cure Gourmande






La Cure Gourmande é uma loja francesa que parece ter saído de um conto de fadas. É o mundo encantado dos docinhos, caramelos, chocolates, balas, tudo o que você quiser. Não é linda? Foi de lá que eu trouxe olives gourmandes para minha amiga grávida, castanhas e avelãs cobertas de chocolate que imitam azeitonas. Humm... delícia.

15.3.07

A lasanha do discurso



Estive pensando, principalmente depois que conversei com Mariana sobre a importância do discurso e tal (coisas de Foucault), que gastronomia também pode ser só discurso. Não quando um sujeito diz "meu pato com laranja é sensacional" porque precisa e quer dizer outras coisas com esta frase. Mas os restaurantes, sim, podem ser só discursos. E acho que tudo só depende de onde ele está.

Por exemplo. Esta é St-Paul-de-Vence, cidade medieval na região da Provence, sul da França - vista da estrada, claro. Linda, charmosa, uma fofura. Minúscula, toda dentro da murada medieval, faz os turistas se acotovelarem nas vielas.


Só há dois restaurantes lá em cima. Um deles é este:



Tudo muito lindo e meigo, não? Pois é... associei aquele lugar à provável qualidade dos ingredientes, à tradição da culinária local, ao fato de o restaurante estar num lugar privilegiado... mas absolutamente nada correspondeu às minhas expectativas. Era tudo discurso. Nem tudo é perfeito. E antes eu não tivesse comido em Vence. Porque esta lasanha era tão ruim quato a foto sugere, merrmão.


8.3.07

As vendinhas VIII


Aix-en-Provence, cidade liiiiiiinda do Sul da França. Eu sou chique mesmo, gente, désolé.

13.2.07

Olha o tamanho...


do alho poró dos caras! Na feira de Boulogne percebi que os parisienses são malucos por alho poró. Incrível... Acho que pela foto não se pode ter uma noção tão clara, mas pense que eles têm uns 50 cm de comprimento por, sei lá, uns 5 cm de diâmetro. Eles saem das feiras e supermercados com estes falos gigantescos nas sacolas e, eu mesma vi, até debaixo do braço. Há também em conserva, e são imensos do mesmo jeito.

3.2.07

Moules et frites

Senhor Prendado: Moules et frites
Estou partindo para Paris, a segunda cidade mais linda do mundo - a primeira é o Rio de Janeiro, óbvio. Por isso, aí está uma foto da clássica Moules et frites, e um link para a receita deste prato delicioso (de um blog muito legal, aliás). Devorei estas moules com Ramiro, em Paris, em 2005. Bonne Appetit!

2.2.07

As vendinhas VI


Gente, desculpa eu ser tão chique... Esta é uma vendinha em Aix-en-Provence, sul da França. As frutinhas vermelhas e outras vêm em caixinhas, super meigo. O único problema é o preço. Altinho... dá só uma olhada no cartaz ao lado. Tudo bem, não queria comprar nada mesmo. A foto já me basta.

1.2.07

As vendinhas V


Barraca de mostardas em Dijon - lá mesmo, onde se fabrica a famosa mostarda que leva o nome da cidade. Esta barraca fica do lado de fora de um mercado de peixes da cidade, que é pequena, aliás, bem pequena. Não vale a pena comprar mostarda Dijon em Dijon porque elas já estão em toda a parte do mundo, em todos os bons supermercados do Brasil, certamente. E na França, paga-se em euros. No Brasil, o preço pode ser até mais baixo, e em reais. Tudo isso para dizer que é claro que eu comprei, né? Óbvio. Como alguém diz que visitou Dijon e não comprou mostardas?

31.1.07

As vendinhas II



Vou desovar todas as fotos de feiras que eu tenho! Vamos lá. Estas são duas barracas da tradicional feira de peixes e frutos do mar de Marseille, França. Repara no tamanho do atum deitado ali... atum é sempre grande, mas este tá generoso. Chegamos no final da tarde, mas deu pra sentir o cheiro de peixe e de quebra ainda assistir ao pôr do sol maravilhoso que os barcos dos pescadores proporcionam. Eu só voltaria para Marseille se a viagem fosse paga e me dissessem: "Você vai só para comprar na feira". O resto da cidade não tem muita graça, se comparada a outras cidades do litoral sul da França. Enfim... vamos à feira, Anastácia.