13.5.08

Frango caipira da Fabi (e não é Totoco)





Se vocês pudessem sentir o cheirinho deste frango caipira... hummm... Meu domingo foi mineiríssimo, gente. Graças a uma grande amiga e cozinheira de mão cheia (ela sabe mesmo fazer uma deliciosa comidinha caseira), a Fabiana, de quem já dei aqui receitas de pão de queijo e broa de milho. Fabi trouxe o frango caipira que você vê na foto direto de Itapagipe, a cidadezinha de Minas onde nasceu - o frango não só nasceu na mesma cidade que ela, como na mesma fazenda. Aliás, foi criado pela mesma mãe. "Mas não era totoco, não", veio me explicando a Fabi. "Totoco? Que é isso, tá maluca?", perguntei. "Totoco, minina, é franguim de istimação!" Ah, entendi. Se fosse uma vaca, o Totoco se chamaria Mimosa... Enfim, o nosso não-Totoco estava DIVINO, MARAVILHOSO! Acompanhamentos obrigatórios: quiabo e angu (a receita dos dois segue junto, claro). No dia seguinte, não resisti e simplesmente me ofereci, já que a moça é vizinha: "Não quer me convidar para almoçar o resto do frango de ontem?". Hehehe. Comi até (de novo), nossinhora! E a receita é super simples, não precisa temperar o frango com antecedência, por exemplo.
Mas tem que ser caipira, que é muuuuuito mais saboroso. E manda brasa que você não vai se arrepender.
Frango caipira da Fabi (para 6 pessoas)
Ingredientes
- 1 frango caipira em pedaços (dá para seis e ainda sobra, os caipiras são bem mais encorpadinhos, viu? E não precisa dispensar os pés, o pescoço...)
- 2 cebolas grandes em pedacinhos e 1 em rodelas
- 5 dentes de alho picadinhos
- pimenta do reino moída na hora
- sal
- 3 colheres de sopa de óleo

Modo de preparo
Em uma panela funda, esquente o óleo, frite bem a cebola e o alho. Jogue os pedaços de frango e refogue até que fique bem douradinho. Cubra com água e acerte o sal e a pimenta. Cozinhe por cerca de 30 minutos ou até que o frango fique macio. Importante é servir com bastante caldo, que vai ficar bem temperadinho no final e serve para o angu.

Quiabo

Corte 1 quilo de quiabo em pedacinhos pequenos e despeje com alho picadinho em uma panela onde 3 colheres de sopa de óleo já estarão quentes. Não mexa muito para que não crie a tal baba (para quem não gosta dela, porque eu não ligo mesmo). Tempere com sal e pimenta. (Não use água. Fica muito menos saudável, porém mais gostoso, é fato)

Angu

Ferva um litro de água e despeje 3/4 de um copo de fubá de milho previamente dissolvido em água (complete o copo com água fria e mexa antes de jogar o fubá na panela com água quente, sacou?). Mexa sem parar durante cerca de 10 minutos. Este angu não leva tempero algum e tem a consistência de um mingau, bem molinho.

O prato está feito. A mesa ainda pode oferecer feijão, uma saladinha da alface e tomate e, claro, um arrozinho branco, e este é indispensável. Lá na casa da Fabi tinha tudo isso e mais uma pimentinha para alegrar. E a chave de ouro: goiabada com queijo minas. Ufa! Tem uma rede por aí?

12.5.08

Restaurante Turino




Resolvi procurar um restuarante do qual eu nunca tivesse ouvido falar, num lugar que não costumo frequentar e cuja comida/ambiente me parecessem simpáticos. Navegando na internet descobri o Turino, um italiano da Tijuca, no melhor estilo clássico. Excelente pedida para aqueles almoços especiais de domingo. A comida é ótima (o cardápio oferece uma grande varidade de massas), e sobre o custo-benefício nem se fala. Destaque especialíssimo para o couvert italiano tradicional, com tudo o que eu amo: berinjela assada, pimentões docinhos, azeitonas pretas imensas, tudo com muuuuuito azeite - R$ 18,00 -, além de pastinhas e muitos pães diferentes e gostosos. Para comer, fomos de "risotto nero" de lula (em sua própria tinta) - R$ 33,00 - e um parmiggiana com nhoque - 31,00 - que estava de babar. Confesso que gosto de risotos mais cremosos, mas raspei o prato. E de sobremesa, que ninguém é de ferro, torta mousse de chocolate com sorvete de creme. Enfim, arriscamos o Turino e valeu a pena. Aprovado.

Restaurante Turino
Rua Santa Sofia, 114, Tijuca, Rio de Janeiro
tels 2204-2000 e 2254-1818

10.5.08

Bom mesmo é Café Capital








"Bom mesmo é Café Capital / É bom / Bom mesmo é Café Capital / É bom / Há mais de meio século famoso ? Capital é café mais gostoso / Bom mesmo é Café Capital / É bom / Tomo um, tomo dois, tomo três / Porque / Depois de um Café Capital / Bom mesmo é Café Capital outra vez / É bom..."

O jingle que alardeava maravilhas do Café Capital não é do meu tempo, mas de tanto ouvir falar no danado parece que nasci ouvindo a tal musiquinha, muito simpática, aliás. Um dia, dando meus esbordeios pela "cidade" - como o carioca chama carinhosamente a "região central" da metrópole - topei com o estabelecimento cujo nome lá em cima, em letreiro ainda antigo, era o tal: Café Capital. Passei a frequentar, acompanhada de alguns colegas de "firma". O que se vê nas fotos é um pouquinho do ambiente, que ostenta uma decadência elegante - pelo que pude apurar, há mais de meio século está lá o Capital, na Marechal Floriano, quase esquina com Uruguaiana. As antigas máquinas de café (não é expresso, não, minha gente!), a simpatia dos funcionários, o carrinho estacionado em frente (não pude saber se está lá por abandono ou "em exposição") e o saboroso cafezinho farão você esquecer que há mesas tubulares horrorosas a sua volta - nunca ocupadas, é verdade. O charme é comprar a fichinha de R$ 1,00 no caixa, depositá-la no balcão e esperar pela xíxara quentinha, em pé, ali mesmo. Aliás, não é preciso dialogar com ninguém para ser servido, a dinâmica é simples: um real no caixa, uma ficha no balcão, uma xícara de café, dois ou três goles rápidos. E de volta ao trabalho que a vida segue.
(Em www.cafécapital.com você pode ouvir o jingle, ler receitas e dicas sobre como preparar um bom café)

9.5.08

Hora da fome (e batatas de novo)

Milanesa com salada de batatas do Bar Lagoa (leia sobre ele em restaurantes), um dos melhores filés do mundo. Baba, baby.

Batatinha calabresa

Sem palavras. Batata calabresa de boteco numa mesa de calçada. Bastante azeite. Muita pimenta calabresa e salsinha. Em São Paulo, o povo chama de "batata ao vinagrete" ou simplesmente "batatinha vinagrete", e a receita não leva pimenta calabresa. É fácil de fazer: batata bolinha, cozidinha com casca, claro, e deixa a gostosura 'tomar gosto do tempero', como se diz. Pode misturar bastante azeite, pimenta, salsinha. Para os paulistas que preferem o estilo local, bastante vinagre. Mas vão por mim: só azeite é mais saboroso... A tchutchuca da foto eu tracei no Antonio's, na esquina da Vinícius de Moraes com a Barão da Torre, em Ipanema (aliás, era um sabadão de sol e o chopp estava geladíssimo). E no Rio, boteco que não tiver esta iguaria no balcão não é boteco decente.

Para comer escondido




Torta de chocolate com avelãs do café que fica dentro da Livraria Travessa, em Ipanema, no Rio. Gente, posso dizer sem medo de errar: é ma-ra-vi-lho-sa. Merece duas fotos parecidíssimas, deste tamanho todo. Vou tentar descrever esta delícia: é uma torta molinha, com consistência que mais parece uma mistura de bolo com mousse de chocolate; a avelã, que eu amo, tem um sabor bem presente; tem um leve gostinho de brigadeiro...; por fim, a textura me faz sentir uma criança fazendo travessura, sabe? Comendo escondido para não dividir com ninguém...

Tia Chupetinha





Tia Chupetinha é um must! Deixo vocês com o texto delicioso que meu amigo Eduardo Marini - aliás, um gourmet de primeira - escreveu para a Revista Brasileiros e gentilmente cedeu ao Anastácia. E não preciso dizer mais nada (as fotos são minhas. A Brasileiros não publicaria estas imagens terríveis)

O Tempero de Tia Chupetinha
Um restaurante em plena favela de Vigário Geral, na Zona Norte do Rio, atrai famosos e até estrelas internacionais como o ex-talking head David Byrne. Tudo é digno de respeito,
mas o grande prato, é sem dúvida, a impagável dona do pedaço

Por Eduardo Marini

É sempre oportuno desconfiar de lugares em que a comida, na descrição do crítico, é “um mero detalhe”. Na maioria dos casos, esse clichê mais batido do que escalope de cantina serve para esconder armadilhas que oferecem propostas em vez de pratos. Mas para felicidade geral - e alegria particular de quem precisa explicar coisas como um fenômeno chamado Dona Chupetinha -, as exceções estão aí para nos salvar. Dona (ou Tia) Chupetinha é Lizietia Carmem Siqueira Rodrigues, 46 anos, uma representante impagável da alegria suburbana carioca. Dona de um bom humor de rachar catedral, Chupetinha virou queridinha de grande parte dos descolados do Rio de Janeiro à frente de um restaurante montado em plena Rua Paris. Rua Paris, favela de Vigário Geral, Zona Norte da cidade. Para provar sua costelinha de porco, a carne assada com aipim (assim os fluminenses tratam a mandioca), um suculento bife a rolê, uma saborosa farofa e, sobretudo, o ótimo feijão, celebridades atravessam várias vezes os 45 quilômetros que separam a sofisticação made in Zona Sul da favela, conhecida também por abrigar o primeiro núcleo da ONG AfroReggae. Entre outros, conhecem o segundo andar do sobrado da Rua Paris o ministro da Cultura, Gilberto Gil, sua mulher, a empresária e produtora cultural Flora Gil, o rapper Gabriel, o Pensador, os jornalistas Zuenir Ventura e Pedro Bial, a socialite Narcisa Tamborindeguy e o cantor e guitarrista escocês David Byrne, ex-líder da banda Talking Heads. André Skaf, filho do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, também esteve lá. Diante da experiência quase antropológica de passar uma tarde com a mestre-cuca em seu templo, a comida se torna um detalhe e isso, agora, é um elogio.

Tudo é digno de respeito, os preços não poderiam ser mais baixos (entre R$ 5 e R$ 7 por pessoa), mas o grande prato é mesmo Tia Chupetinha. Não há formalidade, nem mesmo a mais elementar, que resista à sua espontaneidade arrebatadora. “C., pare com essa m. de me chamar de senhora ou a gente não vai fazer p. nenhuma de entrevista, heim? Amor, você vai me dar beijinho carinhoso de colinho quando chegar aqui, vai né?”. Pedido feito, pedido aceito, foi fácil, ao entrar no restaurante, imaginar como seria a tal performance. Chupetinha correu em direção ao visitante, parou, sapecou-lhe um abraço forte, levantou as pernas e ordenou: “Segura e beija minha bochecha, seu m.”. Pedido feito, pedido aceito, pedido executado.

O apelido consolidou-se porque a chupeta dos tempos de criança jamais foi abandonada. “Chupo ainda, sim. A turma aqui em Vigário sempre me chamou de Chupetinha. Tenho umas três e aquele chupetão ali, ó, o símbolo da pensão”. E logo corrige: “Pensão, não. Restaurante. Melhor: restaurante, não. Agora, com vocês dizendo que eu sou gostosa, danada, poderosa, é Centro Gastronômico Tia Chupetinha”. E tome gargalhada. Tudo é muito simples, mas limpo e bem cuidado. O casamento da cultura portuguesa com a brasileira gerou no Rio as fartas porções da CCC, a Comida Carioca de Combate. Tia Chupetinha seria CCCC - Comida Caseira Carioca de Combate -, a combinação dessas referências com o que de melhor o subúrbio e o interior do Estado do Rio souberam tomar emprestado de mineiros, nordestinos e africanos.

Muitos chefs talvez sentissem a responsabilidade de cozinhar para uma estrela do quilate de David Byrne. Não foi o caso. “E eu lá sabia quem era esse camarada, meu filho? Eles só me disseram que era um estrelão, assim, um Roberto (Carlos) do país dele, quando ele já estava aqui”, lembra. “Fiquei é tirando onda, cantando umas coisas em inglês. O cara comeu pra caramba, mandou ver na minha carne. Ele é meio esquisitão, né não?”.

Lizietia e seus quatro irmãos nasceram e foram criados em Vigário Geral. Ela perdeu o pai quando tinha sete anos. A mãe, Dona Beatriz, que mora na casa ao lado, fazia faxina e limpava ônibus para sustentar os filhos. O caminho do reconhecimento como cozinheira começou a ser traçado, ironicamente, depois de uma tragédia que abalou o País: a chacina de Vigário Geral. No dia 29 de novembro de 1993, 21 moradores da comunidade foram assassinados por policiais. Nenhuma das vítimas tinha vínculo com a venda de drogas. Chamada a trabalhar como servente na ONG Casa da Paz, criada após a chacina, Chupetinha, sempre generosa, convidou alguns colegas para almoçar diariamente na sua casa. Tempos depois, passou a receber alguma coisa pelo serviço.
Demitida, ela ampliou o número de colegas em sua mesa e a coisa começou a andar. Anos depois, a chegada de operários para obras de saneamento da favela representou um salto ainda maior. Servia 80 refeições por dia. Neste período, ganhou de um engenheiro do projeto material e algum dinheiro para construir a cobertura da casa. A estrutura do restaurante estava montada. Hoje, ela mantém o negócio graças à ajuda do AfroReggae, que encaminha funcionários para fazer refeições, divulga o trabalho e orienta os interessados em conhecer o restaurante. “Devo gratidão e carinho ao (coordenador executivo do AfroReggae, José) Junior”, diz. Chupetinha não vende bebida alcoólica nem recebe pessoas envolvidas com o tráfico. “Eles trabalham no mundo deles e eu no meu, sem interferências”, diz.
A melhor maneira de chegar com segurança ao restaurante é entrar em contato com o núcleo de Vigário Geral do AfroReggae (21-3448-0821). Meses atrás, desavisados, quatro funcionários de uma rede de lojas de varejo fluminense resolveram chegar por conta própria. Foram parados por integrantes do movimento mas, depois da interferência da mestre-cuca e de Dagmar, sua amiga de infância e braço direito na cozinha, tudo terminou bem, entre travessas de feijão, farofa, saladas e generosos pedaços de costelinha.

Chupetinha tem dois filhos (o bailarino Raphael, integrante da companhia de Deborah Colker, e Michele) e dois netos. Mantém há 34 anos um casamento sólido com João Rodrigues, sete anos mais velho do que ela. Ela o conheceu aos 11 anos e, um ano depois, estavam juntos. Doce, de poucas palavras, ele serve de contraponto ao furacão que trata com comovente carinho. Recebida por João, a reportagem de Brasileiros, agora, neste início de noite, será levada por Chupetinha e Dagmar até a saída da favela. No caminho, a última pergunta: “Você abre de noite?” Não se pode dar uma chance nestes termos à verve de Tia Chupetinha. “De noite eu só abro pro João, aquele m. que você acabou de conhecer”. Gargalhada, gargalhada... “Vá com Deus, me dê aqui outro beijo de colinho e volte pra fazer farra, seu p., senão vou dizer pra todo mundo que sua reportagem ficou uma m.” Apenas por precaução: a festa na Rua Paris vai de segunda a sábado, das 11h às 17h.

19.2.08

Ai, Comandante!

O que será que ele gosta de comer, alguém faz idéia? Em Cuba, comi 'Moros y Cristianos' até não poder mais, uma espécie de baião de dois, arroz com feijão, tudo misturadinho... Vou procurar uma receita para homenagear Fidel.

Bueno, adiós, comandante. E que tudo continue às mil maravilhas na sua MaravIlha.

10.2.08

Pão de queijo e broa de milho, receitas

Aqui estão as receitas do delicioso pãozim de quêjo e da broa de mi que Fabiana fez para mim ôtro dia (as fotos estão no post abaixo, óia que lindo!). Foi só dizê que minêro é enrolado e a moça rapidim me mandou... num pódi falá mal dos minêro, não!

Broa de mi
1 copo de óleo
1 copo de leite
1 copo de água
3/4 copo de fubá
1/4 copo de polvilho
1 copo de farinha de trigo
1/2 copo de açúcar
6 ovos
canela em pó a gosto

Numa panela grande, junte o leite, o óleo e a água. Leve ao fogo médio. Misture os outros ingredientes (fubá, farinha, açúcar, polvilho) em outro recipiente e conserve. Quando a mistura da panela começar a ferver, adicione aos poucos o restante dos ingredientes, mexendo sempre para não empelotar. Deixe cozinhar por 7 minutos ou até que comece a desgrudar do fundo da panela. Por último, adicione a canela. Em seguida, retire do fogo, espere esfriar um pouco e acrescente os ovos, um a um. Verifique o ponto da massa a cada adição de ovo. Ela deve ficar brilhante, lisa e mole. Talvez seja necessário colocar ovos a mais ou a menos. Enrole as bolinhas e passe no fubá. Leve a assadeira com as broinhas ao forno pré-aquecido para assar por, aproximadamente, 30 minutos ou até que elas fiquem levemente douradas.

Pão quêjo
1 copo de óleo
1 copo de água
1 colher de sal
3 copos de polvilho
1 copo de queijo ralado
5 ovos

Coloque o polvilho e o sal num recipiente grande. Numa panela, junte a água e o óleo. Leve ao fogo médio. Quando ferver, desligue. Adicione a água e o óleo fervidos ao polvilho. Misture bem e deixe esfriar um pouquinho. Acrescente os ovos e misture com as mãos até a massa ficar completamente homogênea. Adicione o queijo ralado e misture mais um pouco. Faça bolinhas com a massa e disponha sobre a assadeira, deixando um espaço entre elas para não grudarem. Leve ao forno pré-aquecido por aproximadamente 35 minutos.

8.2.08

Pãozim de quêjo e broa di mi



Fabiana, a amiga mais mineira que eu tenho, dia desses me chamou prum café da manhã com pãozim de quêjo e brôa de mi que ela tinha preparado com a receita da mãe, minêra dimais tumém, igualzim qui nem ela. Fui correndo, né, sô? Tinha di butá as foto aqui rápido, mas ainda tô esperando as receitas. Us minêro cozinha bem, mas é inrolado dimais, sô!

24.1.08

Viva a batata!


Eu sabia que um dia nossa querida batata receberia o reconhecimento que merece (hehehe), embora todo reconhecimento seja pouco... A batata foi escolhida pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação o alimento do ano de 2008, na tentativa de chamar a atenção da população mundial para a sua importância na agricultura e segurança alimentar. Leia mais aqui: http://www.potato2008.org
E viva a batata!

18.1.08

Tarte tatin na Île de St. Louis

Minha amiga Marcelle Justo registrou, em Paris (que chato), esta tarte tatin com cafezinho. Se alguém tiver uma receita desta maravilha, aceito de bom grado a colaboração. Marcelle diz que traçou a belezura numa casa de crepes na Île de St. Louis: "É meu doce predileto por aquelas bandas". Quem pode, pode.

4.1.08

Lulas em Madrid



Eba! A-do-ro as colaborações dos amigos. Olha que delícia esta tapa de lula com salada, que o Daniel Kaz e a simpática Cati mandaram especialmente para nós, direto de Madrid. A outra foto é o balcão cheeeeio de tapas. Amo estes pratinhos. Em Barcelona, comi muito as papas bravas, aquelas batatas bolinhas super calientes, cheias de pimenta, parecidas com as que no Rio chamamos de batatinha calabresa. Sobre as lulas: "Ines, se você quiser pôr no Anastácia pode dizer que comi num bar de tapas chamado Antonio's, no bairro madrilenho de Moratalaz. Depois tiro foto de um bar mais tradicional". Pô, Dani, claro que eu quero pôr no Anastácia, e claro que eu já estou esperando mais colaborações de vocês!

2.1.08

Feliz Ano Novo!

Uma caipirinha para bindar o Ano Novo!
Anastácia deseja sinceramente que, em 2008, não falte comida na mesa dos brasileiros, sem demagogia! E aos que podem escolher o que botar no prato, recomenda: experimentem, provem, arrisquem! Na minha lista de intragáveis nacionais (da qual até o jiló já fez parte, iguaria que hoje aprecio como poucas) só constam agora a dobradinha e a buchada de bode, mas este ano estou disposta a reverter o quadro! E tome sal de fruta para qualquer eventualidade...

Gostaria de uma mesa imensa para comemorar 2008 com os que foram amigos, leitores, parceiros, incentivadores, colaboradores, apoiadores e tudo mais deste Anastácia na feira, que completará um ano em 14 de janeiro e só tem me dado alegrias. Como será impossível oferecer uma caipirinha a cada um dos que eu gostaria, escrevo os nomes de alguns aqui embaixo, como forma de homenageá-los. Se esqueci de alguém, por favor, mil perdões. A cabeça ainda vive resquícios das comemorações de final de ano...

Felipe Pasqualini, Josi Basso, Bel Garçoni, Ramiro Alves, Juliana Vilas, Eduardo Marini, Chico Silva, Cristiana Vieira, Elvira, Cleusa Coelho, Claudia Carvalho, Juliana Rocha, Mari Filgueiras e Rosinha, Carol Zappa, Carlos Braga, Paloma Cotes, Fernando Morais, Ricardo Linhares, Marina e Chico Caruso, Rodrigo He-Man, Tiça Magalhães, Daniel Kaz, Alexandre Werneck, Leandro Valverdes, Cyro Viegas, as mineiras Fabiana Gonçalves, Josie Jeronimo e Lívia, Dolores Orosco, Reinaldo Morais, Fe Thedim, Rozane Monteiro, Cecília Garçoni, Haroldo e Marinês Rocha, Marcelo Gazzaneo, Alexandre Arruda e Marcelle Justo, Octacílio Freire, Telma Sanchez, Flávio 'Vitcho'e as pequenas Helena e Isadora.

Obrigada, gente boa! E Feliz 2008!

15.12.07

Arroz de pato


Acho que este é o mais famoso arroz de pato do eixo Rio-São Paulo, servido no Antiquarius (das duas cidades) e nos seus filhotes Da Silva, o "quilo chique" da casa. Procurei na Internet pela receita original, mas nada de encontrar. No canal UOL Estilo, achei uma receita que parece bastante com o prato do restaurante português (mas aviso que não testei, hein?):

Ingredientes (para 8 pessoas)
- 1 pato de 1,5 kg
- 1 cebola picada
- 1 maço pequeno de salsinha picada
- 2 cabeças de alho
- 1 tablete de caldo de carne
- 1 pitada de molho inglês
- sal
- 400 g de arroz
- 50 g de azeitonas verdes sem caroço
- 300 g de linguiça portuguesa em rodelas

Modo de preparo
Cozinhe o pato inteiro em uma panela, em fogo baixo, com a cebola, a salsa, o alho, o caldo de carne, o molho inglês e o sal por cerca de uma hora ou até ficar macio. Retire do fogo, coe o caldo e reserve. Corte o pato em pedaços pequenos. Prepare o arroz com o caldo reservado (se necessário acrescente mais água). Para servir, coloque o arroz em uma travessa, distribua o pato e as azeitonas. Enfeite com as linguiças.

E para comer o verdadeiro e delicioso arroz de pato do Antiquarius, vá até lá:
Em São Paulo, na Alameda Lorena, 1884. No Rio, na Aristides Espínola, 19. Nos dois, prepare-se para gastar bem (mais de R$ 100,00 por pessoa?). Ou faça como eu e conheça o Da Silva, na avenida Graça Aranha, 187, no Centro carioca. No "quilo chique", o mesmíssimo prato, feito com os mesmíssimos ingredientes (pelo menos é o que garante o Antiquarius) onera menos seu bolso. Vale cada centavo.

13.12.07

Sushi with your hands

Taí uma coisa sobre a qual nunca falei no blog: comida japonesa. É incrível, porque eu a-mo as iguarias japinhas. Mas ontem li uma matéria engraçada no jornal O Globo e resolvi comentar aqui. Ainda estou estupefata com uma informação, o que só revela minha completa ignorância em assuntos culinários-nipônicos: sushi não foi feito para ser comido com pauzinho. Mas só o sushi, aquele tem o arroz embaixo e o peixe cru em cima (aliás, dizia lá também que o shoyu é só para o peixe. Nada de encharcar o arroz de molho de soja). Vivendo e aprendendo. Ou seja, o hashi deve ficar em repouso na mesa enquanto você devora um prato como este da foto (com o qual me atraquei há umas duas semanas) com as mãos. Simples assim.

E meu amigo Claret, sobre o qual falei aí embaixo há alguns dias, me contou uma história boa. No Japão, a trabalho, Claret sentou numa espécie de quiosque, onde os sushis vão passando numa esteira ao redor da mesa - coisa que o Brasil copiou há tempos. O velho sushiman, quando viu a atrocidade que o moço estava prestes a cometer - comer com pauzinhos - deu-lhe um tapa na mão: "It's better with your hands", mandou o sábio japonês.

Mil desculpas com bolinho de bacalhau

Pessoal, peço desculpas pela demora em atualizar o blog. O trabalho está consumindo (como na a música de Geraldo Pereira, alguns já dizem "você tá ficando acabada, xiii, você tá sumindo..."). Mas o fato é que ninguém deixa de comer, e está missão, para a qual vim ao mundo, tenho cumprido muito bem. Portanto, muitas fotos, muitas idéias, só me falta tempo para escrever. Enquanto isso, regalo meus três leitores assíduos com uma porção de bolinho de bacalhau acompanhado de um vinho verde - porque, pelo que já percebi, dois deles moram em Portugal. Vão se divertindo e prometo que as coisas vão melhorar até o fim do ano. Só não me abandonem!

29.11.07

Ô, Claret!

Venho há muito adiando escrever sobre Eduardo Marini (no Jobi, já sem foco). Porque a tarefa não é coisa fácil. Penso em escrever algo que esteja à altura do que ele merece ler. Algo que chegue perto, resvale, se aproxime um pouco que seja, pelo menos uma linha de um livro que um dia ele virá a escrever. Não há nada que meu amigo Claret (este é só para os íntimos) faça que eu não ache graça. Eu me rendo. Ao seu Mengão, seu Benfica e seu Feijão. Nunca houve.

19.11.07

Massa de sapateira




Se eu pudesse, pagaria um salário para Felipe e Josi trabalharem para o Anastácia! As colaborações não páram e são sempre sensacionais. Desta vez, preparam uma "massa de sapateira", um bichão maravilhoso, lindo, pronto para ser devorado. E melhor: em Zimbros, a praia de Santa Catarina que meu casal de amigos transformou num laboratório de experiências culinárias, com o mar em frente, barquinhos... A vida é bela mesmo... Aí vai a íntegra da receita, com recadinho do Felipones. Mais uma vez, super, super obrigada, babies.
“Os ingredientes de Zimbros novamente nos inspiram, proporcionando momentos gastronômicos inigualáveis. Bom, Josi e Felipones colocam a mão na massa, agora numa receita com este bicho, pré-histórico, mas de sabor sem igual.

MASSA DE SAPATEIRA
(receita para duas pessoas)

INGREDIENTES
· 300 gramas de massa, fetuccine, grano duro;
· 2 sapateiras de, em média, 200 gramas cada;
· 200 gramas de bacon, magro, em cubos bem pequenos;
· 8 talos de aspargos frescos;
· 1 ramo de salsa picada;
· 2 colheres de azeite de oliva extravirgem;
· 50 gramas de manteiga;
· 3 col de sopa de creme de leite fresco;
· 1 cebola picada;
· 1 cebola cortada ao meio;
· 1 talo de salsão;
· 1 talo de alho poró;

MODO DE PREPARO

Pré-preparo da sapateira
· Depois de bem lavada, coza a sapateira em água com sal, pimenta do reino, salsão, alho poró e cebola ao meio;
· Cozinhá-las por 40 minutos;
· Retire-lhe as patas e as pinças. Abra a sapateira, extraia o miolo e reserve. Parta as patas e as pinças, extraia todo o conteúdo e junte ao miolo. Retirá-las da água e deixar esfriar.
· Abri-las na dobra entre corpo e cabeça, sem quebrar, para preservar a carne inteira.
· Reservá-las

Aspargos
· Limpar os talos, eliminado as pontas fibrosas;
· Aquecer 1litro de água;
· Cozinhá-los por 5 minutos;
· Tirar da água e reservar o líquido para cozinhar a massa;
· Picar 4 talos em pedaços de 4 centímetros;
· Reservar os talos picados e os inteiros, que vão decorar prato.

Preparo do molho
· Aquecer, em uma frigideira de fundo grosso, 1 colher de azeite de oliva e, em fogo bem baixo, dourar cubos de bacon;
· Colocar cubos de cebola e dourá-los;
· Acrescentar a carne da sapateira, em fogo baixo, e deixar caramelizar (cerca de 10 mintuos).
· Desligar e reservar.

Finalização
· Cozinhar a massa ao dente na água em que foi cozido o aspargo, no máximo por 10 minutos. Dois minutos antes, ligar a panela com sapateiras, acrescentar aspargos, manteiga e a massa direto da panela onde foi cozida.
· Desligar o fogo, colocar creme de leite, mexer rapidamente e servir em pratos individuais;
· Polvilhar salsa cortada grosseiramente e decorar cada prato com os aspargos inteiros.
· Derramar fio de azeite e servir.

Bom apetite.”

12.11.07

Pastel de nata do Parrô

Pastel de nata do Parrô do Valentim, Itaipava, Rio.
Hummm... delícia.

Casas Pedro





Não há lugar no mundo como as Casas Pedro. São centenas e centenas de artigos para culinária. Um verdadeiro paraíso. Mais de 80 temperos diferentes, azeites, cereais, doces, conservas, frutas secas, importados de todos os tipos. Além de tudo isso, as esfihas são deliciosas. Massa fininha, recheio na medida, saborosinha. As Casas Pedro existem há 70 anos na 'Cidade' - como carioca chama o Centro da... cidade.

5.11.07

Bar Luiz



"O Bar Luiz é um dos mais tradicionais e antigos bares em funcionamento ininterrupto no Brasil. Foi fundado em 3 de janeiro de 1887 e está localizado no centro da cidade do Rio de Janeiro." Está lá no Wikipédia. O Bar Luiz existe há 120 anos. E serve comida alemã - tem uma salada de batatas que não chega a ser melhor que a do Bar Lagoa, mas é gostosa. Salsichões, um chope sensacional (há quem diga que é o melhor da cidade), rosbife. No carnaval, é um animadíssimo ponto de encontro (já cantei marchinhas em cima de uma daquelas mesas).

http://www.barluiz.com.br/

Restaurante Damasco





Demorei, mas voltei! Estou com dezenas de novidades na gaveta, vou soltando aos poucos... Primeiro, vamos ao sensacional kafta do Restaurante Damasco, imperdível, do Centro do Rio. O frango ao molho de alho também não fica para trás, mas quando o assunto é frango ainda prefiro (preferimos, eu e meus companheiros de garfo, Chico e Claret) o galetinho ao molho de limão do Sat's (em Copacabana, ao lado do Cervantes). Fomos ao Damasco com uma fome de dar dó, esperando ansiosamente para provar o babaganush (a pasta de berinjela), que a Danúsia Bárabara, crítica gastronômica do Rio que a gente respeita muito, jurou ser um dos melhores da cidade. Na mosca. A berinjela tem aquele gostinho de defumada, hum... delícia. Arroz com lentilha, kafta no ponto, tudo delicioso.

Restaurante Damasco
Rua do Rosário, 148, Centro do Rio
(21) 2252-7920