do alho poró dos caras! Na feira de Boulogne percebi que os parisienses são malucos por alho poró. Incrível... Acho que pela foto não se pode ter uma noção tão clara, mas pense que eles têm uns 50 cm de comprimento por, sei lá, uns 5 cm de diâmetro. Eles saem das feiras e supermercados com estes falos gigantescos nas sacolas e, eu mesma vi, até debaixo do braço. Há também em conserva, e são imensos do mesmo jeito.
13.2.07
Olha o tamanho...
do alho poró dos caras! Na feira de Boulogne percebi que os parisienses são malucos por alho poró. Incrível... Acho que pela foto não se pode ter uma noção tão clara, mas pense que eles têm uns 50 cm de comprimento por, sei lá, uns 5 cm de diâmetro. Eles saem das feiras e supermercados com estes falos gigantescos nas sacolas e, eu mesma vi, até debaixo do braço. Há também em conserva, e são imensos do mesmo jeito.
Marchée ouvert




Um frio terrível, sensação térmica de – 1ºC. Na quarta-feira pela manhã, dia de trabalho, parisienses lotam o marchée ouvert de Boulogne. Mas os comerciantes de feira livre aqui não são apenas vendedores de legumes, frutas, verduras, carnes, peixes e outros gêneros alimentícios. A feira é um pedaço da França: estão lá as barracas de pão, queijo, do árabe (com seus couscous e especiarias), de peixes e fruits de la mer, das terrines (nossa senhora, água na boca), dos embutidos, a barraca do português (há muitos imigrantes portugueses por aqui, e alguns escolheram viver vendendo o vinho do Porto e o bacalhau). Está lá a França, seus alimentos e seus personagens. Como Boulogne fica no final de uma linha de metrô, ou seja, longe da Paris turística – e tanto que aqui os moradores costumam dizer “lá em Paris...” – seus franceses são mais simpáticos que os outros. Na feira, só recebi olhares receptivos, por incrível que pareça. Bem diferentes dos balconistas nas vitrines das boulangeries que fotografo em Paris.
9.2.07
Comida de albergue


Homenagem: Sara, uma moça paulistana muito legal que conheci no Porto, fez esta comidinha deliciosa na última noite que passei no albergue. Nada como uma boa apresentação, hein? Todo mundo tem histórias sobre comidas para contar. A Sara, de origem libanesa, falou da sua avó palestina e de como ela cozinha bem. Beijinhos, Sara. Ah, comi falafel aqui em Paris!
As Francesinhas Portuguesas


Ah, as Francesinhas. No Porto, elas não são tão típicas quanto as Tripas à Moda do Porto. Mas são, certamente, mais populares. Por onde se anda, estão lá as plaquetas anunciando as tais francesinhas, que podem ser do tipo "especial", ou seja, com batatas fritas, ou "simples", sem batatas, e não passam dos 5 euros. Trata-se de uma lasanha de pão. Você não sabia que entre duas fatias de pão poderia caber tanta coisa... É algo de tão pesado, mas tão pesado, que eu, cujo apelido é “boquinha” para os íntimos, não consegui traçar nem a metade. (Claro que sei de muita gente que conseguiria...) O troço é picante, gente. Pelamordedeus. E tem um sabor acentuado de álcool, cuja origem eu não consegui reconhecer, mas lendo a receita, depois, constatei que se trata de vinho do porto e cerveja. Ou seja, é uma espécie de croque-monsieur dos portugas...mas aqui o segredo está no molho.
O Porto é tão maluco pela francesinha que fundou uma confraria para defendê-la e exaltá-la. Criaram uma espécie de grito de guerra para a lasanha de pão:
A francesinha é invicta.
A francesinha é leal.
A francesinha é do povo.
A francesinha é bairrista. Logo, a francesinha é do Porto
A francesinha é democrática. Portanto, agrada a todos.
O povo respeita a francesinha. Portanto, todos podem ser confrades.
Comida só ou acompanhada, a francesinha é sempre a melhor companhia!
Viva a francesinha!
Viva!
3.2.07
Senhor Prendado: Moules et frites
Estou partindo para Paris, a segunda cidade mais linda do mundo - a primeira é o Rio de Janeiro, óbvio. Por isso, aí está uma foto da clássica Moules et frites, e um link para a receita deste prato delicioso (de um blog muito legal, aliás). Devorei estas moules com Ramiro, em Paris, em 2005. Bonne Appetit!
Estou partindo para Paris, a segunda cidade mais linda do mundo - a primeira é o Rio de Janeiro, óbvio. Por isso, aí está uma foto da clássica Moules et frites, e um link para a receita deste prato delicioso (de um blog muito legal, aliás). Devorei estas moules com Ramiro, em Paris, em 2005. Bonne Appetit!
Só no vuco-vuco

Homenagem ao Imprensa que eu Gamo, meu bloco de estimação. Divirtam-se, amigos! Chico e companhia, por favor, bebam muitas cervejas por mim e, qualquer coisa que comerem nos botequins da vida, mas qualquer coisa mesmo, lembrem de mim e rendam-me homenagens (hehehehehe). Tô na Europa, mas meu coração hoje tá aí. E sinto uma inveja de vocês...
PS: Nada de passarinhos para fora, hein?
2.2.07
Percebes?

Vivendo e aprendendo. Nunca tinha visto isso antes. É um tipo de marisco, chamado percebe. Demorei para entender a palavra, dita por uma portuguesa dona de uma barraca no Mercado do Bolhão, aqui no Porto. A senhora me explicou que é parecido com o camarão. (Com sotaque:) "Deves cozê-lo com sal, depois quebrá-lo e tirar a carne de dentro". Ah, tá. Imaginei que fosse isso. Mas o bicho é feio que nem o diabo, cruz credo. Descobri na net que trata-se do seguinte: "O percebe, que quase todos conhecem por via gastronómica, é uma espécie notável, adaptada às difícieis condições físicas e biológicas das bases das falésias e rochedos, exposto à rebentação e às correntes marinhas da costa rochosa". E não tem no Brasil. Parece que só há em Portugal, na Espanha e na África. Percebes?
As vendinhas VI
Obrigada, Zé do Pipo!


Tô pra conhecer um restaurante com o melhor custo-benefício que o Siri. O lugar é ótimo, numa rua tranquila, cheia de árvores, que leva o nome de Rua dos Artistas (não é fofo?), a comida é excelente, o preço é justíssimo. O único defeito é ser tão bom que tem filas nos finais de semana, mas nada muito cansativo. Ah, é barulhento também. Esta foto foi tirada num dia de semana, por isso está vazio. Este é um bacalhau ao Zé do Pipo. Resolvi falar dele porque foi criado aqui no Porto, por um senhor cujo apelido era...Zé do Pipo (olha, que coisa), dono de um restaurante. A receita original não leva brócolos, como dizem os portugueses, mas este do Siri tem a verdura bem moidinha misturada ao creme de leite - ah, e o original é com maionese. Não importa. A mudança é para melhor. Não parece, mas este prato é gigantesco. No Siri, custa R$ 40,00 e serve (juro!) quatro pessoas com fome nota 7. Dá pra comer e ainda levar para casa. E leve mesmo, porque é bom demais.
Siri
Rua dos Artistas, 2, Vila Isabel
2208-6165
11h30/1h (qui. a dom.) e 11h30/2h (sex. e sáb.)
Obrigada, Noel!

"Seu garçom, faça o favor de me trazer depressa uma boa média que não seja requentada, um pão bem quente com manteiga à beça, um guardanapo, um copo d'água bem gelada. Feche a porta da direita com muito cuidado, que eu não estou disposto a ficar exposto ao sol. Vá perguntar ao seu freguês do lado qual foi o resultado do futebol. Se você ficar limpando a mesa, não me levanto nem pago a despesa..."
Noel Rosa, o gênio. Média requentada ninguém merece. "Conversa de botequim" é uma verdadeira ode aos botecos cariocas, que são muito parecidos com os portugueses (por que será?). Esta aí é a estátua em sua homenagem, em Vila Isabel, onde nasceu, em 1910. Vá lá e pague o mico de sentar na cadeirinha vazia ao lado, especial para fotos. Eu paguei e não me arrependi. Noel merece.
Estátua de Noel Rosa
Início do Boulevard 28 de setembro, Vila Isabel.
Pode ir a qualquer hora, não fecha (hehehe) e não é perigoso!
Obrigada, Infante!

Vamos fazer uma pausa na gastronomia, mas não tão pouco gastronômica. Deveríamos todos, nós brasileiros, principalmente, agradecer ao Infante Dom Henrique (1394-1460)antes de comer. Primeiro porque, graças ao Infante, estamos cá, nascidos, e herdeiros da cultura portuguesa. Foi o quinto filho do rei Dom João I que fundou a Escola de Sagres e abriu caminho para os descobrimentos. Segundo porque foi o expansionismo português, patrocinado por este navegador visionário, que revelou ao mundo o mundo das especiarias. Nasceu cá no Porto. E aqui é muito admirado, também por sua nobreza - em todos os sentidos. Parece que era um bom homem, que tratava bem aos servos e empregados. Aqui, nesta estátua, está bem na foto, com uma pombinha na cabeça. Se bem que ele não era muito de paz... gostava de conquistar - e conquistou -alguns terreninhos por aí. Mas ele merece um viva! Obrigada, Infante.
As bifanas do Porto



SENSACIONAL. Passei em frente a um restaurante simples, e vi na vitrine um sujeito fazendo qualquer coisa num tacho imenso, pegando fogo. Namorei o restaurante por dois dias. Hoje, com fome, entrei. Uma moça jovem pilotava o panelão. Era a simpatia em pessoa. "Pois não, queres algo?". E eu: "Quero sim. Quero saber o que é isso". Prontamente me explicou a jovem: "São bifanas", enquanto ia retirando pedaços de carnes que suspeitei serem de frango e colocando-os rapidamente, cheio de um molho bem quente, dentro de pães pequenos. O movimento é intenso na Conga - A Casa das Bifanas, nome que grita em neon roxo lá dentro. Quanta simpatia! "Experimente, vais gostar. Sente-se, eu peço ao garçom para levá-la". Opa, é para já. Sentei. "Está frio nesta mesa?", me perguntou um senhor já mais velho, uns 70 anos. "Não, está ótimo". Pedi uma taça de vinho verde e o senhor me trouxe a bifana. "É a primeira vez que comes aqui?", perguntou. Respondi que sim e quis saber que carne era aquela. "Carne de porco", me explicou. Enfim, fui às bifanas. Deliciosa, levemente picante, muito quente, num pão macio pra burro. "Está bom?", fui questionada umas trÊs vezes por três pessoas diferentes. "Excelente", respondi. E o senhor me devolveu um "Obrigado". Imediatamente percebi que era ele o responsável pelo prato.
Eis então que a jovem me ofereceu codornizes, "codornas, um pouco menores que uma pomba, não?". Claro que eu quero provar. Veio a codornize. Parece um pequeno franguinho, e vem banhada no mesmo molho picante da bifana, acompanhada de um pãozinho. Aí parti para as perguntas.
A moça me explicou que as bifanas, o pão com carne de perna de porco, foi inventado por seu pai, aquele mesmo senhor, há 33 anos, e só é feito naquele restaurante. Pedi a receita, mas ela disse que é segredo de família. "Este restaurante está no guia Michelin", informou. A bifana é como nosso sanduíche de pernil, só que leva uma carne menos nobre do porco e é muito mais molhado - e de sabor picante, que vem do uso do piripiri. É delicioso, mas eu abusaria um pouco mais de sal e usaria temperos como salsinha e alho. Bom, agradeço ao acaso por ter me mostrado as bifanas e as codornizes da Conga. O troço é chique mesmo, tinha uma penca de turistas francesas entrando enquanto eu saía. E olha que o ambiente está mais para o botequim da Dona Maria que para o Jobi. E viva os pequenos grandes prazeres da vida...
Eis então que a jovem me ofereceu codornizes, "codornas, um pouco menores que uma pomba, não?". Claro que eu quero provar. Veio a codornize. Parece um pequeno franguinho, e vem banhada no mesmo molho picante da bifana, acompanhada de um pãozinho. Aí parti para as perguntas.
A moça me explicou que as bifanas, o pão com carne de perna de porco, foi inventado por seu pai, aquele mesmo senhor, há 33 anos, e só é feito naquele restaurante. Pedi a receita, mas ela disse que é segredo de família. "Este restaurante está no guia Michelin", informou. A bifana é como nosso sanduíche de pernil, só que leva uma carne menos nobre do porco e é muito mais molhado - e de sabor picante, que vem do uso do piripiri. É delicioso, mas eu abusaria um pouco mais de sal e usaria temperos como salsinha e alho. Bom, agradeço ao acaso por ter me mostrado as bifanas e as codornizes da Conga. O troço é chique mesmo, tinha uma penca de turistas francesas entrando enquanto eu saía. E olha que o ambiente está mais para o botequim da Dona Maria que para o Jobi. E viva os pequenos grandes prazeres da vida...
Conga - Casa das Bifanas
Rua Campo Alegre, 191 - das 9 da manhã às 9 da noite
Porto, Portugal
Contribuição
Preciosa contribuição da Dani, que tá em Curita, mas é uma mulher do mundo! Olha aí o comentário que ela fez sobre os presuntos. Nada como ter amigas inteligentes e bem informadas! Beijos mil, Dani. Saudades.
"Quero uma peça dessa para mim!!! Por favor, traga uma!!!! hehehheeh.
Só para adicionar seu glossário, na Espanha eles chamam esse tipo de presunto de Jamón Serrano, em quase todas as casas há um pendurado na cozinha (haja prego, para aguentar o peso), geralmente, ele é servido de entrada ou em bocadillos. Além disso, existem diversos bares especializados na mercadoria, uma tentação!!!!! Ah, mais um detalhe, o presunto que estamos acostumados a comer aqui é denominado Jamon York, pois segundo explicação dos natvos ibéricos é originário dos Estados Unidos, logo o nome é uma homenagem a Nova York!!! E viva o Sinatra!!! Bjos, saudades!! E não se esqueça da minha peça, o pessoal do avião ficará morrendo de inveja. Dani"
"Quero uma peça dessa para mim!!! Por favor, traga uma!!!! hehehheeh.
Só para adicionar seu glossário, na Espanha eles chamam esse tipo de presunto de Jamón Serrano, em quase todas as casas há um pendurado na cozinha (haja prego, para aguentar o peso), geralmente, ele é servido de entrada ou em bocadillos. Além disso, existem diversos bares especializados na mercadoria, uma tentação!!!!! Ah, mais um detalhe, o presunto que estamos acostumados a comer aqui é denominado Jamon York, pois segundo explicação dos natvos ibéricos é originário dos Estados Unidos, logo o nome é uma homenagem a Nova York!!! E viva o Sinatra!!! Bjos, saudades!! E não se esqueça da minha peça, o pessoal do avião ficará morrendo de inveja. Dani"
O sedutor Casanova

Um livro tem me acompanhado na viagem, "A Canja do Imperador", de J. A. Dias Lopes, da Companhia Editora Nacional. Estou a-do-ran-do. Josi e Felipe, que gostam deste tipo de literatura, excelente dica. Sensacional. Trata-se da coletânea dos artigos publicados pelo autor no Estadão e na revista Gula. É pesado para se carregar numa viagem como esta, mas não me arrependo. Nosso bravo Dias Lopes vai contando a história da gastronomia narrando acontecimentos e "causos" super interessantes desde os tempos da Antiguidade aos dias de hoje. Reis, rainhas, santos, plebeus e os mais diversos personagens da história e suas conexões com a culinária. No final de cada texto, uma receita. Hoje li um super legal, sobre o conquistador italiano Casanova. O sujeito era o verdadeiro Don Juan - verdadeiro porque de fato existiu. E "assediava nobres e plebéias, jovens e maduras, louras e morenas, bonitas e feias. Usava a comida e a bebida como pretextos para conquistar as mulheres". Olha só um pequeno trecho muito interessante, sobre os gostos de cada tipo de mulher:
"Receitas do sedutor Casanova"
"Nas suas Memórias, Casanova afirma que as louras tendem a preferir verduras frescas, frutos do mar, peixes na manteiga, aves, comidas adocicadas, cremosas, suaves e queijos não muito picantes. Bebem os vinhos brancos e o champanhe. Já as morenas adoram as hortaliças de perfume intenso, ostras com limão, embutidos apimentados, risotos, carne vermelha, queijos fortes, doces recheados e chocolate. Gostam dos vinhos tintos, como o Bourgogne e o Bordeaux, e do champanhe. Casanova também se referiu às ruivas, de pele muito clara e sensível. Estas, segundo ele, escolhem 'alimentos requintados e leves, mas por outro lado o temperamento as aproxima do fogo'. Tomam vinhos brancos secos, os Côtes du Rhône e os rosados. 'E champanhe, sempre', sublinha. Nada mais justo. Era seu combustível de combate".
Não é o máximo? Giacomo Casanova (1725-1798), filho de um casal de atores, nasceu em Veneza, e amou dezenas de mulheres nos lugares por onde andou. Ai, como eu queria ter conhecido. Embora eu esteja mais para castanha, me encaixo perfeitamente nas preferências das morenas. Sábio este Casanova, muito sábio.
Receita do livro neste capítulo:
Risoto ao Champanhe
(interpretada pelo restauranteur Giancarlo Bolla, de São Paulo)
Ingredientes:
1/2 cebola picada
3 col. de sopa de azeite de oliva
2 talos de aipo picados
300g de arroz italiano, de preferência o Vialone Nano
150ml de champanhe
30g de manteiga em pequenos cubos
1l de caldo de carne
30g de manteiga aquecida
3 col. de sopa de queijo parmesão ralado
queijo parmesão ralado grosseiramente para acompanhar
sal
Preparo:
Numa panela, murche a cebola no óleo ligeiramente quente. Misture o aipo e pulverize um pouco de sal. Junte o arroz e mexa bem. Coloque o champanhe e deixe-o evaporar. Continue o cozimento, adicionando o caldo quente à medida que o arroz for secando. Mexa constantemente. Quando o arroz estiver al dente, apague o fogo, coloque a manteiga em cubos e, em seguida, 3 colheres de parmesão ralado. Misture. Passe o risoto para os pratos e regue com a manteiga aquecida. Sirva imediatamente, acompanhado de queijo parmesão.
Rende 4 porções.
1.2.07
O melhor croquete de carne do mundo


O melhor croquete de carne do mundo é este aí, o da Casa do Alemão, no Rio. Há filiais na Região Serrana, mas o recinto da foto fica na Baixada Fluminense, na Dutra. Para não ir tão longe, sugiro pedir uma porção no Armazém Carioca. Acompanha na foto um sanduíche de lingüiça que eu também tô para ver igual. Mas o assunto em questão aqui é o croquete, e o do Alemão é... indescritível. É quase como nascer de novo, ter um orgasmo, ver Deus. Sem palavras. A Casa do Alemão está para o croquete como o Caranguejo está para a empadinha. Mas isto é outra história...
Casa do Alemão
Rodovia Presidente Dutra, Km 6, Jardim Meriti.
(21) 2751-1294
Armazém Carioca
Nossa Senhora de Copacabana, 31-B, Leme. Esquina com a Princesa Isabel. Fica aberto até às 5 da matina, lugar de boemia, e tem chopp Devassa.
Bar Brasil


Como eu não gosto muito desta coisa de unanimidade (e o Bar Brasil é uma delas), arrumei uma coisinha para falar mal do boteco alemão mais tradicional do Rio: fecha muito cedo! Acabou o happy hour, acabou o Bar Brasil, acabou o segundo melhor rosbife com salada de batata da cidade. Segundo, porque o Bar Lagoa vence em quase todas as categiras de comida alemã. Ah, o velhinho olhando a ementa do botequim na Lapa também é fofo.
Bar Brasil
Av. Mem de Sá, 90, Lapa
(21) 2509-5943
Divino Leite Creme

Leite creme é uma deliciosa e tradicional sobremesa portuguesa. É como comer aquele mingau que sua mãe fazia quando você era criança. Dá uma olhada nos ingredientes e saca: juntos e bem feitinhos, não pode ficar ruim. É simples, e divino.
Ingredientes:
1 l leite
6 gemas (preferencialmente de ovos caseiros)
7 col. sopa açúcar
4 col. sopa de farinha de trigo sem fermento
1 casca de limão
Preparação:
Leva-se o leite a ferver com a casca de limão. Entretanto bate-se o açúcar com as gemas e a farinha (pode pôr-se um gole de leite para ser mais fácil de mexer).
Quando o leite ferver, junta-se ao creme lentamente, mexendo sempre.
Põe-se a mistura no tacho onde se ferveu o leite e leva-se a lume brando até levantar fervura, sem parar de mexer.
Coloca-se numa travessa, polvilha-se com açúcar e queima-se com ferro próprio
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