"Por quem os cardápios dobram"
Conheça Mark Kurlansky (seu livro "A Grande Ostra - Cultura, História e Culinária de Nova York" acaba de ser lançado no Brasil) , em entrevista de Cíntia Bertolino, no Paladar: http://tinyurl.com/m2sbsj
com o dinheiro que sobra das viagens, Anastácia vai à feira. compra batatas, alho, verduras, peixes e frutos do mar. cozinha tudo no mesmo dia, chama os amigos para a varanda e escreve sobre o convescote
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Ines Garçoni
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A comida do Pará me pegou de jeito desde que estive em Belém. Com saudades, corri dia desses para a feira da Torre de TV, aqui em Brasília, que abriga uma barraca de delícias paraenses. Já tinha tomado o tacacá no mesmo lugar, quando minha querida amiga Juliana bateu asas pela cidade, e achei bom - embora pudesse ter menos goma e mais tucupi. Voltei para provar o vatapá paraense, sentada na barraca, no melhor estilo Ver-o-Peso. Cervejinha gelada, pimenta brava e farinha, pronto, não precisa mais nada. Só um solzinho gostoso de domingo.
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Logo na entrada, a placa anuncia "O melhor pescado do Brasil". Trata-se do Bargaço, de Brasília. Eu não concordo, mas... a propaganda é mesmo a alma do negócio. O restaurante é badaladíssimo, ganha todos os prêmios de melhor pescado, ano após ano, das revistas especializadas. Mas se posso dizer o que penso já que este blog é meu, o negócio é o seguinte: a moqueca e o acarajé, os dois pratos que provei., desculpe, deixaram a desejar, embora a apresentação seja interessante. Peixe e camarões nadavam num balde de caldo - um exagero, e o sabor do dendê era muito sutil para uma moqueca. O preparo leva água demais. O acarajé, de entrada, é grande - mas até aí tudo bem, deixemos de lado o fato de que uma entrada não deve ser algo que nos sacie. O problema maior era o vatapá, insosso - apesar da cor e aspectos belíssimos. O mesmo vale para o pirão. Acho que a intenção do Bargaço é agradar a gregos e troianos, ao amenizar os sabores fortes da culinária baiana. E deve conseguir: o restaurante está sempre lotado.
Agora um pouco de elogio: o lugar é lindo. Instalado no Pontão, uma espécide praia de Brasília, na beira de um lago. Bastante agradável. Além disso, eu voltaria ao Bargaço, não só porque toda moqueca baiana merece uma segunda chance, mas também para experimentar outros pratos, que vi passando rumo a outras mesas, como uma linda lagosta e o bobó de camarão. Anastácia ainda publicará o Bargaço II.
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Marcadores: brasília, cidades, frutos do mar, peixes, restaurantes
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O site oficial da "vendinha" não tem meias palavras: La Palma é o "paraíso do gourmet". Devo dizer que, de fato, é um senhor mercadinho. Um lugar gostoso, aconchegante, daqueles que a gente entra e não quer mais ir embora... Tomo emprestados trechos de um texto publicado na página virtual, assinado por Rogério Muniz:
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Queijo brie com geléias de pimenta e laranja, uma colaboração deliciosa de Fernanda Delmonte -de quem espero mais colaborações, plis.
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Certamente Plínio Marcos não hesitaria em comer este prato inteiro, mas exigente que era, não ia gostar muito, não. Aposto. O Gigetto, onde o dramaturgo tinha mesa cativa - e tenho orgulho de dizer que nela jantamos eu, ele e Vera Artaxo, nos meus tempos de repórter de IstoÉ -, definitivamente não é mais o mesmo. Só vá se quiser conhecer o lugar, um histórico ponto de encontro de artistas e da esquerda em São Paulo, mas fique só no couvert e peça uma garrafa de vinho. Estivemos lá num grupo de quatro pessoas, e nenhum prato pedido agradou a qualquer um de nós. É triste quando isso acontece em lugares simpáticos e tradicionais - a casa já tem 70 anos. Mas a vida é dura mesmo. Se for ao Bexiga para comer, escolha outro restaurante.
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Minha ansiedade para conhecer o boteco Chico e Alaíde, inaugurado em fevereiro, era imensa, e lá estive há alguns dias, finalmente. Mas, siceramente?, sobre as comidinhas não posso fazer mais que só postar estas poucas fotografias tiradas com sacrifício. Explico: a noite por lá foi muito boa, se é que você me entende. O que quer que eu diga serão apenas impressões. Mas, sabendo que Alaíde tem a melhor mão do Rio, é de se imaginar que tudo estava delicioso. E não me peça mais detalhes. Traçamos um "totivendo", o escondidinho ao contrário que só se come lá (na primeira imagem, lá em cima). A foto do sanduíche sugere que se tratava de um suculento pernil com queijo e tomate - eu sempre prefiro os pernis molhadinhos, e me parece ter sido o caso deste aí.
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Os cariocas chamam a Feira de São Cristóvão de "Feira dos Paraíbas" (alcunha que paulistas considerariam politicamente incorreta, mas no Rio, pasmem paulistocêntricos, é só um apelido carinhoso). Fato é que a feira - aliás, por feira entenda-se um gigantesco pavilhão cheio de barracas-lojas, "boates" e restaurantes - é uma verdadeira sede de 'Bius', os codinomes de severinos paraiBANOS, baianos, cearenses, pernambucanos na Cidade Maravilhosa. E sem mais sobre a própria feira porque já falei dela aqui mais de uma vez. Vamos às ementas. Como frequentadora assídua do lugar que sou, já estive em vários restaurantes, e agora foi a vez do Mandacaru. Já tracei pratos melhores de comida nordestina, mas ainda assim, recomendo - vale pelo ambiente colorido, alegre e divertido (e é preciso gostar de forró, o restaurante fica perto de um dos dois palcos do Pavilhão, onde a música não para). A carne de sol com aipim, baião-de-dois, molho à camapanha e tudo mais (R$ 45,00 para três muito bem servidos) vale o custo-benefício, mas não se lambe os beiços, longe disso, embora os acompanhamentos não deixem a desejar. Fiquei deveras irritada com o aipim cozido um pouco duro, mas pode ser perfeccionismo meu mesmo. Se não gostar de nada, beba muita cachaça para esquecer, por R$ 4,00 a dose (Salinas gelada). Antes de sair, peça o chapéu de boiadeiro do dono emprestado e pose de corno para a posteridade.
Sobre a feira, leia a descrição da Riotur:
"Um pedaço do Nordeste no Rio de Janeiro. Assim pode ser definido o Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, onde funciona a tradicional Feira de São Cristóvão. São cerca de 700 barracas fixas que oferecem as várias modalidades da cultura nordestina: culinária típica, artesanato, trios e bandas de forró, dança, cantores e poetas populares, repente e literatura de cordel. Visitar a Feira de São Cristóvão é um programa que atrai cerca de 450 mil visitantes por mês, entre turistas e cariocas. O preço da entrada é mínimo e o local oferece boa infra-estrutura, com pistas de dança, palcos para shows, 35 restaurantes de culinária nordestina, lojas de venda de artesanato, banheiros públicos e estacionamento."
Campo de São Cristovão
Tel: (21) 2580-0501
De terça a quinta, 10-16h / de 10h de sexta às 22h de domingo
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Ines Garçoni
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